terça-feira, 6 de março de 2012

Como Hitler morreu?


Não gosto de colocar textos muito longos aqui no Blog, mas esse vale a pena ler... até pq a leitura é fácil (superinteressante) Fonte: Aqui

O ditador alemão Adolf Hitler, responsável por algumas das piores atrocidades já cometidas contra a humanidade, rendeu muito o que falar durante a vida - e não seria diferente à beira da morte. Em seus últimos dias, passados num bunker bem no finalzinho da 2ª Guerra Mundial, ele estava seriamente debilitado. Apresentava sintomas que poderiam ser de uma variedade de doenças. Quais? Não deu tempo de descobrir. Hitler se suicidou com cápsulas de cianeto antes de ser capturado pelos exércitos inimigos.

Biógrafos, pesquisadores e curiosos alimentam muitas especulações. Acredita-se, por exemplo, que ele pudesse sofrer de paranoia - psicose caracterizada pelo desenvolvimento de delírios crônicos, como os de grandeza e perseguição. Combina com a figura, não combina? Pois é justamente em torno da saúde mental de Adolf Hitler que estão as maiores polêmicas. Em 1994, os psiquiatras Jablow Hershman e Julian Lieb publicaram um livro extremamente controverso intitulado A Brotherhood of Tyrants ("Uma Irmandade de Tiranos", sem tradução para o português). Nessa obra, eles investigam a mente de Napoleão, Stálin e Hitler. E concluem, baseados em alguns fatos da vida pregressa do führer, que ele era um maníaco-depressivo. Outros autores, no entanto, questionam veementemente esse parecer.


Praga judaica

Uma das explicações para os supostos transtornos psíquicos de Hitler seria a sífilis - doença infecciosa e sexualmente transmissível facilmente curada com antibióticos, mas que, quando não tratada, pode levar a problemas cardíacos e mentais. Seus sintomas secundários e terciários incluem encefalite, vertigem, dor no peito e taquicardia. Segundo a historiadora Deborah Hayden, o ditador alemão apresentava todos esses sinais. "Isso não prova nada", reconhece Deborah, autora do livro Pox: Genius, Madness and the Mysteries of Syphilis ("Pox: Genialidade, Loucura e os Mistérios da Sífilis", inédito no Brasil). "Mas creio que sejam evidências bem contundentes."

Sabe-se que Hitler, se não tinha a doença, pelo menos alimentava certa obsessão por ela. Considerava a sífilis uma "praga" típica da população judaica - a mesma que ele tentou exterminar em campos de concentração como Auschwitz. E acreditava tão enlouquecidamente na necessidade de deter sua disseminação que dedicou longos parágrafos a esse assunto no livro Mein Kampf ("Minha Luta", uma espécie de manifesto autobiográfico, no qual expõe suas ideias antissemitas, racistas e nacionalistas). Mesmo assim, a teoria de que o führer era portador da sífilis não convence todos os especialistas.

Para o psiquiatra Fritz Redlich, autor de Hitler: Diagnosis of a Destructive Prophet ("Hitler: Diagnóstico de um Profeta Destrutivo", também sem tradução), não há registros históricos que permitam chegar a essa conclusão. Os sintomas apresentados pelo nazista, ainda que comprovados, poderiam estar relacionados a várias doenças, como a artrite temporal - na opinião de Redlich, uma possibilidade bem mais concreta. Já o pesquisador Tim Hutton, da Universidade do Texas, defende que o verdadeiro mal de Hitler seria Parkinson - outra moléstia que afeta o cérebro. Um de seus sintomas são tremores progressivos, resultantes de uma disfunção dos neurônios. De fato, tremedeiras nas mãos - cada vez mais pronunciadas - eram comuns nos últimos meses do ditador. É possível percebê-las, inclusive, em registros cinematográficos da época. Daí a concluir que era esse o seu problema, no entanto, parece mero chute.


VÍCIO FRENÉTICO
O nazista era viciado em metanfetaminas.

Nos últimos dias de Hitler, vários fatores podem ter colaborado para o agravamento de seu estado de saúde. O primeiro e mais óbvio de todos: estresse. É bem provável, no entanto, que um vício alimentado pelo führer durante 3 ou 4 anos também tenha ajudado a minar sua resistência. Segundo o médico britânico Derek Doyle, autor de um estudo sobre os tratamentos médicos pelos quais Hitler passou, o ditador acabou se tornando dependente de metanfetaminas durante a 2ª Guerra Mundial. A droga sintética era largamente utilizada por soldados alemães como estimulante e inibidor de apetite. Hitler teria começado a usá-la em 1942, para aliviar os efeitos de uma suposta depressão. E nunca mais parou. O fornecedor da substância era Theodor Gilbert Morell, seu médico particular desde os anos 30. Hoje, há quem acredite que o uso contínuo de metanfetaminas tenha levado o ditador a desenvolver o mal de Parkinson - ou, pelo menos, sintomas muito parecidos com os da doença.

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