sábado, 25 de junho de 2011

Ponte ligando Europa e África


Na última aula percebemos como a África fica perto da Europa, sendo separada apenas por 13 quilometros (e não 50km como eu disse) de Mar Mediterrâneo.

Vejam essa reportagem da superinteressante:

"Tecnicamente daria e essa obra até está em fase de estudos. O problema é encontrar alguém que financie os 45 bilhões de reais estimados para a empreitada. Esse é o valor do projeto tido como o mais respeitado, o do escritório de engenharia americano T.Y. Lin. À primeira vista, a idéia nem parece tão complexa. Apenas 13 quilômetros de mar Mediterrâneo separam os dois continentes na parte mais curta do estreito de Gibraltar, entre a Espanha e o Marrocos. Então até a nossa ponte Rio-Niterói, com 13,2 quilômetros, daria conta disso, certo? Errado: o tráfego intenso de navios no Mediterrâneo torna impossível construir algo como a ponte fluminense, que é sustentada por dezenas de pilares. A saída seria fazer uma estrutura suspensa. Nesse tipo de construção, a ponte fica presa não por pilastras, mas por cabos fixados em duas ou três torres enormes, deixando a parte de baixo livre para os barcos. O problema é que estruturas assim não podem ser tão grandes.
Tanto que a maior ponte suspensa do mundo, próxima a Tóquio, no Japão, tem só 3,9 quilômetros de comprimento. Mas os projetistas da ponte euro-africana contam com uma mãozinha da natureza para driblar esse obstáculo. No meio do estreito de Gibraltar, há uma montanha submersa cujo topo fica a 450 metros de profundidade. Essa montanha permitiria instalar uma torre extra de sustentação a meio caminho entre os continentes. A ponte, então, ficaria dividida em dois trechos com cerca de 7 quilômetros, facilitando a construção. Mesmo assim o preço da obra continua empacando as coisas. Só seria possível uma redução significativa se o aço utilizado nos cabos fosse substituído por compostos mais leves, como a fibra de carbono. "Para sustentar o peso de cabos de aço, as torres teriam de ter quase 1 quilômetro de altura. Com a fibra de carbono, cinco vezes mais leve, elas só precisariam ter 500 metros. Isso reduziria enormemente os custos", diz o engenheiro civil Charles Seim, responsável pelo projeto da T.Y. Lin"


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